Avisar sobre conteúdo inadequado

Antonio Ramos Rosa, os seus poemas

{
}

 TAGS:undefined

ESTOU VIVO E ESCREVO SOL


Eu escrevo versos ao meio-dia
e a morte ao sol é uma cabeleira
que passa em fios frescos sobre a minha cara de vivo
Estou vivo e escrevo sol
Se as minhas lágrimas e os meus dentes cantam
no vazio fresco
é porque aboli todas as mentiras
e não sou mais que este momento puro
a coincidência perfeita
no acto de escrever e sol
A vertigem única da verdade em riste
a nulidade de todas as próximas paragens
navego para o cimo
tombo na claridade simples
e os objectos atiram suas faces
e na minha língua o sol trepida
Melhor que beber vinho é mais claro
ser no olhar o próprio olhar
a maraviha é este espaço aberto
a rua
um grito
a grande toalha do silêncio verde

 

 

 

 

(de Estou Vivo E Escrevo Sol(1966)

{
}
{
}

Deixe seu comentário Antonio Ramos Rosa, os seus poemas

Entra em OboLog, ou cria seu blog grátis se você ainda não esta cadastrado.

User avatar Your name

Os comentários neste blog são moderados. Estes podem não ser publicados até que tenham sido aprovados pelo autor do blog.